Vereadores do Rio recebem R$ 1.739 por mês de vale-refeição; contrato chega a R$ 2,1 milhões

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro mantém um contrato de mais de R$ 2,1 milhões para garantir o pagamento de auxílio-refeição e alimentação aos vereadores da capital. Cada parlamentar tem direito a R$ 1.739,29 por mês para despesas com alimentação.

O contrato nº 68/2025, firmado com a VR Benefícios e Serviços de Processamento S.A., tem valor de R$ 2.128.890,96 e duração de 24 meses, com vigência até setembro de 2027. A contratação prevê a emissão e entrega de cartões eletrônicos para utilização do benefício.

A Câmara do Rio é formada por 51 vereadores. Considerando o valor mensal de R$ 1.739,29 para cada parlamentar, a despesa chega a R$ 88.703,79 por mês. Em um ano, o custo alcança aproximadamente R$ 1,06 milhão.

Ao longo dos dois anos previstos no contrato, cada vereador poderá receber R$ 41.742,96 em créditos para alimentação. Somados os 51 parlamentares, o valor chega exatamente aos R$ 2.128.890,96 previstos na contratação.

A concessão do benefício aos vereadores foi publicada no Diário da Câmara em outubro de 2025. O contrato com a empresa responsável pelos cartões havia sido firmado em 26 de setembro daquele ano.

O auxílio-alimentação foi estabelecido no mesmo valor pago aos servidores da própria Câmara. Na ocasião, a Casa informou que adotou procedimento semelhante ao existente em outros órgãos públicos dos poderes Legislativo e Judiciário e no Tribunal de Contas.

O benefício chamou atenção também por se somar a outras despesas relacionadas à atividade parlamentar. Além da remuneração, vereadores contam com estruturas e benefícios destinados ao exercício do mandato, incluindo despesas relacionadas a veículos e combustível, conforme as regras da Câmara.

Reportagens publicadas quando o benefício foi instituído apontaram uma média de oito dias de sessões presenciais por mês. Se o valor de R$ 1.739,29 fosse dividido apenas por esses oito dias, corresponderia a cerca de R$ 217 por dia de sessão. A comparação, porém, não significa que a atividade dos vereadores esteja restrita às sessões plenárias, já que o mandato envolve outras atribuições, como reuniões, audiências, atendimento à população e trabalho nos gabinetes.

O contrato permanece entre as despesas milionárias da Câmara Municipal do Rio e prevê mais de R$ 2,1 milhões em recursos ao longo de dois anos exclusivamente para a operacionalização dos créditos destinados ao benefício de alimentação dos parlamentares.

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Wallace Oliveira
3 min de leitura