A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta terça-feira (22), um mandado de busca e apreensão contra o vereador do Rio Jorge Canella (União Brasil), coronel da Polícia Militar. A diligência chegou também à Câmara Municipal do Rio.
A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e está relacionada à investigação envolvendo um fuzil da Polícia Militar encontrado durante uma operação contra o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil).
O armamento foi localizado dentro de um veículo utilizado por Márcio Canella durante a sexta fase da Operação Unha e Carne. O ex-prefeito chegou a ser preso em flagrante no episódio. Posteriormente, foi esclarecido que o fuzil pertencia à Polícia Militar.
Segundo informações divulgadas nesta terça-feira, Jorge Canella teria sido o responsável por obter, dentro da corporação, a cautela do armamento — procedimento pelo qual uma arma institucional fica formalmente sob responsabilidade de um policial. É justamente essa circunstância que passou a fazer parte da apuração conduzida pelas autoridades.
A defesa de Márcio Canella sustenta que o fuzil estava sob responsabilidade de um policial militar que atuava em sua escolta oficial. O caso também aparece nas discussões envolvendo o registro da candidatura do ex-prefeito a deputado estadual.
Até a última atualização, a Polícia Federal não havia informado quais materiais foram recolhidos durante as buscas realizadas contra Jorge Canella.
O caso segue sob investigação.
Vereador Jorge Canella vira alvo da PF em investigação envolvendo fuzil encontrado com Márcio Canella

