A tentativa do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Paulo Melo (União Brasil) de retornar ao Parlamento estadual sofreu um revés nesta segunda-feira (14). Por maioria, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) decidiu indeferir o registro de sua candidatura a deputado estadual.
Paulo Melo tenta voltar à Alerj depois de oito anos afastado das disputas eleitorais. Durante o julgamento, o relator do processo, desembargador Paulo Cesar Salomão, votou contra o registro e mencionou, entre os elementos analisados, uma investigação relacionada a um suposto esquema de exploração de máquinas caça-níqueis na Região dos Lagos.
O desembargador Bruno Bodart abriu divergência e votou pela liberação da candidatura. O posicionamento acompanhava o entendimento anterior do Ministério Público Eleitoral, que havia considerado preenchidos os requisitos necessários para o registro.
O TRE-RJ também determinou o envio de informações ao Ministério Público Eleitoral para análise da atuação do União Brasil na concessão da vaga ao candidato.
Uma das investigações citadas no processo está relacionada à Operação Sete da Sorte, deflagrada em julho de 2025. A apuração envolve suspeitas sobre exploração de máquinas caça-níqueis, lavagem de dinheiro e participação de agentes públicos em municípios da Região dos Lagos. Paulo Melo foi um dos alvos de buscas e, na época, negou envolvimento em irregularidades.
O político exerceu sete mandatos consecutivos como deputado estadual e presidiu a Alerj em dois períodos. Em 2017, chegou a ser preso durante a Operação Cadeia Velha e posteriormente foi condenado pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região. A condenação acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal por questões processuais.
A decisão desta segunda-feira ainda não encerra a discussão sobre a candidatura. Paulo Melo poderá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

