A Justiça do Rio condenou o ex-governador Sérgio Cabral por improbidade administrativa devido a privilégios concedidos durante o período em que esteve preso no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste. Outros seis réus, entre eles antigos integrantes da cúpula da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), também foram condenados.
De acordo com a ação, Cabral teria recebido tratamento diferenciado dentro da unidade prisional. Entre as regalias apontadas estavam uma televisão de 65 polegadas, aparelho de home theater, colchões especiais, eletrodomésticos, refeições com bacalhau e queijos, visitas sem registro e escoltas realizadas durante a noite.
As investigações indicaram que os equipamentos instalados na cela teriam sido apresentados como parte de uma suposta doação religiosa. O espaço ficou conhecido como “videoteca do Cabral”.
A Justiça também considerou que houve tentativa de esconder os privilégios. Páginas do livro oficial de visitas teriam sido retiradas, enquanto câmeras de segurança deixaram de ser monitoradas deliberadamente.
Cabral foi condenado a pagar multa civil correspondente a 12 vezes o valor de seu último salário, além de R$ 1 milhão por danos morais coletivos. Os outros seis réus deverão pagar multas equivalentes a cinco vezes os respectivos salários e R$ 100 mil cada um em danos coletivos. Os recursos serão destinados ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos.
Em nota, a defesa afirmou que o ex-governador já havia sido absolvido das acusações na esfera criminal e classificou a condenação cível como desproporcional. Os advogados informaram ainda que já apresentaram recurso contra a decisão.
Sérgio Cabral é condenado por esquema de regalias durante período na prisão

