Davi Santos Machado chegou pedalando à 12ª DP e, inicialmente, negou envolvimento nas agressões. Posteriormente, confessou participação no espancamento
Um detalhe revelado pelas câmeras de segurança chamou a atenção nas investigações sobre a morte de Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, espancado em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Um dos presos pelo crime foi à delegacia pedalando a bicicleta que estava com a vítima no dia das agressões.
As imagens mostram o segurança Davi Santos Machado chegando à 12ª DP (Copacabana) na segunda-feira (17), quando prestou o primeiro depoimento. Ele passou em frente a viaturas policiais e entregou a bicicleta aos investigadores. O veículo permanece apreendido.
Segundo a investigação, Davi ficou com a bicicleta após abordar Cláudio por acreditar, sem provas, que o veículo havia sido roubado. A família, no entanto, afirma que a bicicleta pertencia a uma das irmãs da vítima.
No primeiro depoimento, Davi negou participação direta no espancamento. Ele alegou que havia tomado a bicicleta e dado apenas um soco no braço de Cláudio. Posteriormente, voltou à delegacia, mudou a versão e confessou ter participado das agressões.
Imagens analisadas pela polícia mostram o segurança golpeando Cláudio diversas vezes com um bastão. Outros homens também aparecem desferindo socos, chutes e pontapés contra a vítima. Segundo as investigações, Cláudio não reagiu ao ataque.
Além de Davi, foram presos o segurança Jorge Luiz Ricardo Dias e os entregadores Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva. Felipe confessou participação nas agressões, enquanto Ailton permaneceu em silêncio durante o depoimento. A polícia ainda procura identificar um quinto envolvido que aparece nas gravações chutando a cabeça da vítima.
Cláudio havia saído de casa, em Botafogo, na noite de 11 de agosto, para andar de bicicleta. Ele foi abordado em Copacabana após ser injustamente apontado como suspeito de roubo.
A vítima foi socorrida com vida e levada ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiu. O laudo apontou traumatismo craniano, hemorragia interna e lesões graves em órgãos como o baço e o rim.
Cláudio não tinha antecedentes criminais e, de acordo com seus familiares, enfrentava transtornos psicológicos e recebia acompanhamento profissional. O caso é investigado como homicídio triplamente qualificado.
Segurança preso por morte de ciclista foi depor usando bicicleta que estava com a vítima

