O Rio de Janeiro passou a contar, nesta quarta-feira (9), com uma base regional da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS). Instalada na capital, a estrutura será responsável por apoiar operações de emergência em todo o Sudeste, especialmente em situações provocadas por enchentes, deslizamentos, temporais, ondas de calor, incêndios e crises sanitárias.
A unidade funciona na sede da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e foi inaugurada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A proposta é descentralizar a atuação da Força Nacional do SUS e permitir que equipes, equipamentos e insumos cheguem mais rapidamente aos municípios atingidos por situações de grande impacto.
Segundo o Ministério da Saúde, a estrutura contará com comunicação por satélite, drones, veículos, posto médico avançado e equipamentos para apoio às equipes especializadas. A expectativa é que, a partir da nova base, seja possível chegar a qualquer ponto da Região Sudeste em até 12 horas. De acordo com Padilha, a mudança pode ampliar em até 20 vezes a capacidade de pronta resposta da Força Nacional.
A instalação ocorre em um momento de preocupação com o aumento dos eventos climáticos extremos. O Ministério da Saúde já trabalha com um plano específico para enfrentar os possíveis impactos do El Niño 2026-2027, que poderá provocar ondas de calor e temporais mais intensos no Sudeste.
A unidade do Rio é a terceira base regional da Força Nacional do SUS no país. As outras estão localizadas em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e Salvador, na Bahia. A previsão é de que outras seis estruturas sejam implantadas em diferentes regiões até o fim do ano.
A escolha do Rio também tem um significado histórico. A Força Nacional do SUS foi criada em 2011, após a tragédia provocada pelas chuvas na Região Serrana fluminense, que deixou mais de mil mortos e expôs a necessidade de uma estrutura nacional capaz de reforçar rapidamente os sistemas locais de saúde durante grandes desastres.
A expansão das bases faz parte do AdaptaSUS, estratégia nacional para preparar a rede pública de saúde diante das mudanças climáticas. O planejamento prevê investimentos de aproximadamente R$ 9,8 bilhões até 2035 em medidas de prevenção, preparação e resposta a eventos extremos.

