Um policial civil foi baleado no rosto durante um confronto com criminosos na manhã desta quinta-feira (27), em Realengo, na Zona Oeste do Rio. O agente participava de uma operação da Polícia Civil contra uma organização criminosa investigada por roubo, clonagem e comercialização de veículos adulterados.
O policial foi socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo. De acordo com informações preliminares, o agente está em estado estável e fora de perigo.
Batizada de Operação Sinal Oculto, a ação é conduzida pela Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Capital (DRFA-CAP). Ao todo, são cumpridos nove mandados de prisão e 37 de busca e apreensão contra integrantes do grupo investigado.As diligências acontecem em diferentes pontos do Rio, incluindo Realengo, Bangu, Praça Seca, Pechincha, Tanque e Vargem Pequena, além de endereços em Niterói e São Gonçalo.
Em Realengo, os agentes atuam em localidades como Cosme e Damião, Periquito, Ideal, Cohab, Carumbé, Favela da Light, Canecão, Barata, Batan e Fumacê.
Segundo as investigações, a quadrilha teria desenvolvido um esquema para colocar veículos roubados novamente no mercado. Os criminosos pesquisavam automóveis legítimos anunciados na internet e coletavam informações como placa, chassi e Renavam.
Esses dados eram utilizados para a clonagem. Em seguida, veículos com características semelhantes eram roubados e tinham os sinais identificadores adulterados. Depois, os automóveis eram anunciados em redes sociais e plataformas digitais por preços abaixo dos praticados no mercado.
A Polícia Civil também identificou um núcleo armado ligado ao esquema, que seria responsável pela proteção e pelo suporte às atividades criminosas. A investigação encontrou ainda referências ao uso de bloqueadores de sinal, conhecidos como jammers, utilizados para dificultar o rastreamento dos veículos roubados.Outro ponto investigado é uma possível articulação operacional entre criminosos ligados aos Amigos dos Amigos (ADA) e ao Comando Vermelho (CV). Segundo a apuração, a aproximação teria como objetivo garantir suporte logístico e territorial para as atividades criminosas na Zona Oeste.
A Polícia Civil ressalta que os elementos levantados até o momento indicam uma possível aliança operacional entre criminosos, e não necessariamente uma fusão entre as facções.A operação continua em andamento. Um novo balanço com informações sobre prisões, veículos recuperados e materiais apreendidos deve ser divulgado pela Polícia Civil.

