A Polícia Civil desarticulou uma estrutura clandestina de fornecimento de internet que funcionava no Camorim, na Zona Sudoeste do Rio, e que, segundo as investigações, mantinha ligação com integrantes do Comando Vermelho (CV). A ação ocorreu na quinta-feira (10) e foi divulgada no sábado (12).
A investigação aponta que o esquema ia além da prestação irregular do serviço. Moradores estariam sendo obrigados a contratar a internet oferecida pelo grupo, enquanto empresas legalizadas e outros provedores eram impedidos de atuar na região. Com isso, os responsáveis teriam criado um monopólio local sobre um serviço essencial.
A operação foi conduzida por agentes da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD), com apoio de técnicos da I-Systems e de peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE).
De acordo com a apuração policial, o controle do fornecimento de internet seria utilizado para arrecadar dinheiro e contribuir para o financiamento de atividades criminosas. A Polícia Civil investiga agora a dimensão da estrutura e a possível participação de outras pessoas no esquema.
Durante a ação, foram apreendidas duas OLTs, dois roteadores, dois switches, um EDD e quatro CTOs, equipamentos utilizados na distribuição de serviços de telecomunicações. Também foram encontrados cabos pertencentes à TIM e à V.tal. Há suspeita de que parte do material tenha sido furtada de empresas do setor.
O responsável pelo provedor não foi encontrado durante a operação. Segundo a Polícia Civil, ele deverá ser responsabilizado por receptação qualificada. Os equipamentos apreendidos serão submetidos à perícia para determinar a procedência e verificar eventuais registros de furto.
As investigações continuam para identificar fornecedores, financiadores, distribuidores e outros possíveis envolvidos na estrutura clandestina.
Polícia desmonta provedor clandestino de internet ligado ao tráfico no Camorim

