PM avança no Complexo de Israel e operação deixa presos, fuzis e granadas apreendidos

A Polícia Militar ampliou a presença no Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio, após uma sequência de operações contra criminosos que atuam na região. A ofensiva, iniciada nas áreas da Cidade Alta, Pica-Pau e Cinco Bocas, avançou para Parada de Lucas e Vigário Geral, colocando as cinco comunidades sob ocupação policial por tempo indeterminado.

Mais de 220 policiais militares participam do patrulhamento, que ocorre 24 horas por dia. A mobilização envolve agentes do Comando de Operações Especiais (COE), Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Batalhão de Polícia de Choque, Batalhão de Ações com Cães, Batalhão de Policiamento em Vias Expressas, Recom e Batalhão Tático de Motociclistas.

Durante uma das etapas da ofensiva, quatro criminosos se renderam após serem surpreendidos e cercados por policiais do Bope. Na ação, outros quatro suspeitos foram presos. As forças de segurança também apreenderam fuzis e granadas.

A reação dos criminosos provocou momentos de tensão em diferentes pontos da Zona Norte. Caminhões foram incendiados na Avenida Brasil, que chegou a ficar interditada nos dois sentidos. Em uma das ações de retaliação, quatro caminhões foram queimados na altura de Coelho Neto, afetando linhas de ônibus e provocando transtornos para motoristas e passageiros.

A região já vinha registrando confrontos desde o início da ofensiva policial. Na primeira etapa, cerca de 200 agentes foram mobilizados para atuar na Cidade Alta, Pica-Pau e Cinco Bocas. A Avenida Brasil e a Rodovia Washington Luiz chegaram a ter trechos interditados como medida de segurança durante os tiroteios.

Outro ponto que chamou a atenção das autoridades foi a descoberta de barricadas equipadas com explosivos e de veículos preparados para funcionar como carros-bomba. Segundo a Polícia Militar, artefatos encontrados durante as ações poderiam ser acionados à distância.

As operações também passaram a contar com investigações da Polícia Civil. A 38ª DP (Brás de Pina) reuniu informações durante meses para identificar integrantes do grupo criminoso que atua na região. Dezenas de mandados de prisão foram expedidos e cumpridos em ações envolvendo Cidade Alta, Cinco Bocas, Pica-Pau, Parada de Lucas e Vigário Geral.

Durante as buscas, policiais encontraram ainda imóveis atribuídos a integrantes do tráfico, entre eles uma mansão apontada pelas investigações como pertencente a Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças do Terceiro Comando Puro (TCP).

A Polícia Militar informou que a ocupação das cinco comunidades não tem prazo definido para terminar. O objetivo é manter o patrulhamento permanente, retirar barricadas, reduzir a circulação de criminosos armados e enfraquecer a estrutura do tráfico na região.

As forças de segurança permanecem mobilizadas no Complexo de Israel, e novas ações podem ocorrer durante a ocupação.

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Wallace Oliveira
3 min de leitura