PF faz buscas em endereço de Cláudio durante operação contra a Refit

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (14) a segunda fase da Operação Sem Refino, que investiga um suposto esquema envolvendo o Grupo Refit, antigo controlador da Refinaria de Manguinhos. Entre os locais alvo das buscas estão endereços ligados ao ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL).

Nesta nova etapa, os investigadores buscam esclarecer suspeitas de irregularidades na concessão de licenças ambientais à refinaria e a possível participação de agentes públicos. Ao todo, são cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a PF, a investigação apura possíveis crimes de gestão fraudulenta e temerária, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, evasão de divisas e manipulação de mercado, além de delitos contra a ordem econômica relacionados à comercialização de combustíveis.

Uma das linhas de investigação envolve a suspeita de que licenças ambientais teriam sido concedidas sem observar orientações dos órgãos técnicos responsáveis. A PF também apura possíveis operações de lavagem de dinheiro associadas ao esquema investigado.

A apuração está relacionada ao contexto da ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, que também levou ao aprofundamento de investigações sobre organizações criminosas que atuam no Rio e possíveis conexões com agentes públicos.

Primeira fase

A primeira fase da Operação Sem Refino foi deflagrada em maio e também teve Cláudio Castro entre os alvos. Na ocasião, a PF investigou um suposto esquema bilionário no setor de combustíveis envolvendo a Refit.

O empresário Ricardo Magro, controlador do grupo, teve a prisão determinada e foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol. A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos ligados aos investigados.

A Refit acumula ainda uma dívida tributária superior a R$ 26 bilhões, segundo informações atribuídas à Receita Federal.

Na primeira fase, a defesa de Cláudio Castro negou irregularidades e afirmou que o ex-governador estava à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos.

Compartilhar este artigo
Wallace Oliveira
2 min de leitura