Milícia cobra R$ 70 por mês para moradores estacionarem em vagas públicas em São João de Meriti

Moradores de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, estão enfrentando uma nova modalidade de cobrança atribuída a grupos milicianos. Segundo denúncia divulgada pela Coluna Esplanada, criminosos passaram a exigir R$ 70 por mês de pessoas que não possuem garagem e deixam seus veículos estacionados em vagas públicas, inclusive em frente às próprias residências.

De acordo com os relatos publicados, a cobrança é apresentada pelos criminosos como uma espécie de serviço de “segurança” para os automóveis, que supostamente ficariam protegidos durante o dia e a noite. Na prática, porém, moradores estariam sendo obrigados a pagar para utilizar um espaço que é público.

A denúncia chama atenção para a expansão das fontes de renda utilizadas por grupos paramilitares no estado. Além da cobrança de taxas de moradores e comerciantes, milícias já são investigadas pelo controle clandestino de diferentes atividades e serviços em áreas sob influência criminosa.

São João de Meriti também tem sido alvo recente de ações contra esses grupos. No último dia 10, agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) prenderam dois homens apontados pela Polícia Civil como integrantes de uma milícia que atuava no Morro do Pau Branco. Segundo as investigações, o grupo realizava cobranças ilegais e extorsões contra moradores e comerciantes da região.

Na operação, os policiais apreenderam uma pistola e carregadores e recuperaram um veículo roubado e adulterado. O homem apontado como chefe daquele grupo, conhecido como “Monstrão” ou “Vando”, segue procurado pela polícia.

Não há, até o momento, confirmação de que o grupo investigado no Morro do Pau Branco seja o mesmo responsável pela cobrança das vagas de estacionamento denunciada na cidade.

A cobrança de mensalidade para estacionar em área pública reforça o alerta sobre a diversificação das formas de extorsão impostas por grupos criminosos a moradores da Baixada Fluminense.

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Giovanna Nascimento
2 min de leitura