A segurança pública entrou no centro da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição. Durante o primeiro grande ato eleitoral de 2026, realizado neste domingo (16), em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, o presidente prometeu ampliar a atuação do governo federal no enfrentamento ao crime organizado e recuperar áreas dominadas por grupos criminosos.
Em discurso no Estádio 1º de Maio, antiga Vila Euclides, Lula afirmou que pretende criar um Ministério da Segurança Pública caso a PEC da Segurança Pública seja aprovada pelo Congresso Nacional. A proposta, segundo ele, é aumentar a participação da União e dividir responsabilidades com os estados no combate às organizações criminosas.
Ao abordar a realidade de comunidades e bairros pobres sob influência do tráfico e de outros grupos armados, Lula afirmou que o poder público precisa recuperar esses territórios. O presidente prometeu prender criminosos que se consideram “donos” dessas regiões e falou em “libertar” a população que vive sob o domínio do crime.
Além do reforço policial, Lula defendeu ações voltadas para impedir que crianças e adolescentes sejam atraídos pelas organizações criminosas. A estratégia apresentada pelo presidente combina maior integração entre os governos federal e estaduais com políticas sociais e de educação.
Segurança ganha espaço na corrida presidencial
A entrada do tema no primeiro discurso de campanha mostra que a segurança pública deverá ocupar posição de destaque na disputa pelo Palácio do Planalto. Também neste domingo, Flávio Bolsonaro (PL) abriu sua campanha em Copacabana, no Rio, defendendo uma política mais dura contra o crime organizado e prometendo tratar facções e milícias como organizações terroristas.
Com isso, Lula e Flávio iniciam a campanha eleitoral disputando também propostas para o enfrentamento às facções e ao domínio territorial exercido por criminosos em diferentes regiões do país.
O ato de Lula ocorreu em um local simbólico de sua trajetória. Foi na antiga Vila Euclides que o então líder sindical comandou grandes assembleias de metalúrgicos no fim da década de 1970, período que marcou sua projeção nacional e o início de sua trajetória política.

