Um encontro marcado por meio de um aplicativo de relacionamentos terminou em caso de polícia e em um prejuízo de mais de R$ 14 mil para um homem em Copacabana, na Zona Sul do Rio.
A vítima relatou ter sido imobilizada, ameaçada com uma faca e obrigada a realizar transferências bancárias.Policiais da 12ª DP (Copacabana) prenderam preventivamente Wilker William Cardozo da Silva, que utilizava o nome social Ivy no aplicativo. A investigação apura a participação de Ivy em um crime de extorsão ocorrido depois do encontro.
Segundo a apuração policial, após a relação sexual, teria sido apresentada à vítima uma cobrança de R$ 1.500 pelo programa. O homem afirmou que possuía apenas R$ 300 e, a partir desse momento, teria começado a sofrer ameaças.
Ainda de acordo com a investigação, a vítima foi imobilizada com um golpe conhecido como mata-leão e ameaçada com uma faca. Sob coação, o homem teria sido obrigado a abrir os aplicativos bancários e fornecer suas senhas.Foram realizadas várias transferências via Pix, totalizando R$ 14.504,20.
A Polícia Civil também investiga a participação de Brenner Rodrigues Santino, que utilizava o nome social Brenda. Conforme a investigação, cerca de R$ 6,5 mil teriam sido enviados para uma conta de Brenda no Mercado Pago. Outros R$ 7,5 mil foram transferidos para uma conta que seria utilizada por Ivy e que, segundo a polícia, teria sido aberta com documentos falsificados em nome de outra pessoa.
A vítima reconheceu os dois investigados por meio de fotografias apresentadas durante a investigação.
Ivy foi localizada pelos policiais em um apartamento na Avenida Princesa Isabel, em Copacabana. A Justiça decretou a prisão preventiva dos dois investigados, mas Brenda permanecia foragida até a divulgação das informações.Segundo a polícia, os investigados já possuem antecedentes relacionados a crimes cometidos após encontros marcados por aplicativos. Há registros de passagens por roubo, extorsão e pelo golpe conhecido como “boa-noite, Cinderela”.Brenda já havia sido presa preventivamente em novembro e posteriormente recebeu liberdade condicional neste ano. O caso segue sendo investigado pela 12ª DP.

