Dino proíbe Mario Frias e outros 28 investigados no caso “Dark Horse” de deixar o país

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e outras 28 pessoas investigadas pela Polícia Federal de deixar o Brasil. Os alvos também estão impedidos de manter contato entre si durante o andamento das investigações.

As medidas fazem parte da Operação Make Up, deflagrada nesta quinta-feira (10) para apurar suspeitas de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares. A investigação busca esclarecer se parte do dinheiro teria sido utilizada irregularmente para financiar o filme “Dark Horse”, produção sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ao todo, os agentes cumpriram 49 mandados de busca e apreensão em endereços localizados em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Ceará e no Distrito Federal. A decisão também impede 22 empresas e entidades investigadas de firmarem contratos com o poder público.

Mario Frias, que trabalhou como roteirista e produtor-executivo do longa, teria destinado R$ 2 milhões em emendas ao Instituto Conhecer Brasil (ICB). A entidade é presidida por Karina Ferreira da Gama, responsável pela produtora Go Up Entertainment e também alvo da operação.

Durante as buscas em endereços ligados ao parlamentar, a Polícia Federal apreendeu computadores, celulares e sete armas registradas em nome de Frias. Segundo as informações divulgadas, o armamento estava guardado em local diferente do endereço declarado. Por isso, a corporação também vai apurar uma possível posse irregular de arma de fogo.

A investigação aponta ainda movimentações financeiras consideradas suspeitas, que poderiam alcançar centenas de milhões de reais entre empresas ligadas aos investigados. A Polícia Federal apura possíveis crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e fraude em licitações.

As medidas são cautelares e não representam condenação. Em manifestações anteriores, Mario Frias negou qualquer irregularidade e afirmou que as emendas foram destinadas a projetos sociais devidamente estruturados. A defesa também sustenta que não houve utilização de recursos públicos no financiamento do filme.

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Redação
2 min de leitura