“Boa noite, Cinderela”: dois homens foram presos por aplicarem golpes em turistas no Rio

Polícia investiga grupo que atraía vítimas por aplicativos de encontros e aplicava o golpe conhecido como “Boa noite, Cinderela

Dois homens suspeitos de integrar um grupo especializado em dopar e roubar turistas foram presos por policiais civis da 12ª DP (Copacabana), na Zona Sul do Rio. As prisões aconteceram no início da noite desta quarta-feira (19).

Os investigados foram identificados como Cláudio Rafael Silva de Queiroz de Pontes e Marcelo Silveira da Silva Filho. Segundo a Polícia Civil, eles são investigados por um roubo contra um turista de Rondônia ocorrido em agosto de 2025, na Praia de Copacabana. Um terceiro suspeito, Caio da Silva Marcos Alves, também foi indiciado e permanece foragido.

As investigações apontam que o grupo utilizava aplicativos de encontros para se aproximar principalmente de turistas brasileiros e estrangeiros. Em um dos casos apurados, a vítima conheceu pelo aplicativo um homem que se apresentava como “Ângelo” e marcou um encontro na orla de Copacabana.

Durante o encontro, o turista tomou uma caipirinha na companhia de dois homens e, pouco depois, perdeu a consciência. Ele acordou horas mais tarde sem o celular e sem lembrar do que havia ocorrido. Exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) detectaram clonazepam e seu metabólito no organismo da vítima.

Câmeras ajudaram na investigação

Imagens de câmeras de segurança do calçadão da Avenida Atlântica registraram o encontro e contribuíram para a identificação dos investigados. A vítima também realizou reconhecimento por fotografia de um dos suspeitos.

De acordo com o inquérito, depois de dopar as vítimas, o grupo roubava celulares e tentava acessar aplicativos e meios de pagamento para realizar compras e movimentações financeiras.

No episódio investigado, uma transação de R$ 1.370 foi realizada poucas horas depois do encontro utilizando o cartão da vítima. Segundo a investigação, o pagamento teve como beneficiária uma empresa registrada em nome de Marcelo.

A Polícia Civil afirma que o grupo teria atuação desde pelo menos janeiro de 2025, usando perfis em aplicativos para atrair pessoas de fora do Rio para encontros em praias da Zona Sul.

Os três investigados foram indiciados por roubo qualificado e associação criminosa. A polícia segue com as investigações para localizar o suspeito que permanece foragido e apurar a possível existência de outras vítimas.

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Redação
3 min de leitura