Após criticar reajuste, Flávio Bolsonaro diz que manterá novo valor do Bolsa Família

O senador Flávio Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (18) que pretende manter o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo Lula caso seja eleito presidente da República.

O governo federal elevou o piso do programa de R$ 600 para R$ 691, um aumento de 15,04%. O benefício médio, segundo o governo, passará de aproximadamente R$ 675 para R$ 777. Os novos valores começam a valer a partir de outubro.

Inicialmente, Flávio criticou o anúncio por ter sido feito poucos dias antes do primeiro turno das eleições. Depois, declarou que não reduziria o benefício caso chegue ao Palácio do Planalto e manteria o novo valor estabelecido pelo governo Lula.

Segundo o Ministério do Planejamento, o reajuste recompõe a inflação acumulada desde 2023. O custo adicional previsto é de cerca de R$ 5,8 bilhões em 2026 e aproximadamente R$ 22 bilhões em 2027.

A medida também entrou no debate jurídico e eleitoral. Adversários de Lula acionaram o Tribunal Superior Eleitoral questionando o reajuste durante o período de campanha. O governo sustenta que a correção é permitida por se tratar de recomposição inflacionária de um programa já existente, sem criação de novo benefício ou ampliação automática do público atendido.

A discussão colocou o Bolsa Família novamente no centro da campanha presidencial, tanto pelo impacto social do programa quanto pela disputa sobre os efeitos eleitorais do reajuste.

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Giovanna Nascimento
2 min de leitura