Nem mesmo a chegada de um ex-comandante do Bope à administração parece ter sido suficiente para reduzir a sensação de insegurança relatada por trabalhadores da Ceasa-RJ. Quem frequenta diariamente o complexo afirma conviver com brigas, roubos, ameaças e outros episódios de violência.
No dia 29 de Agosto, o carregador e influenciador Alexander Ventura, conhecido como Alexander Hulk, teria sido vítima de uma tentativa de homicídio após uma discussão seguida de luta corporal. De acordo com relatos ainda não confirmados oficialmente, pessoas ligadas ao outro envolvido teriam perseguido e agredido Alexander. Há também informações de que ele teria sido espancado durante dois dias consecutivos.
Inicialmente, o conflito foi associado a um suposto envolvimento com uma mulher. Essa versão, no entanto, já teria sido esclarecida e descartada. A ex-companheira de Alexander, também influenciadora, teria comparecido à Ceasa-RJ para cobrar explicações, situação que pode ter contribuído para o início da confusão.
O episódio reforça as reclamações de quem depende do local para trabalhar. Apesar de o 41º BPM funcionar ao lado do complexo, comerciantes e carregadores cobram maior policiamento interno e medidas efetivas para proteger os trabalhadores.
Frequentadores também denunciam que pessoas procuradas pela Justiça utilizariam o espaço para trabalhar e se esconder. A informação precisa ser apurada pelas autoridades competentes. O que não pode ser ignorado é o medo de pais e mães de família que tiram da Ceasa o sustento diário.
Por se tratar de um dos maiores centros de distribuição de alimentos da América Latina, a Ceasa-RJ precisa oferecer condições mínimas de segurança. As circunstâncias do caso envolvendo Alexander Ventura devem ser investigadas, com a identificação e responsabilização dos envolvidos, respeitando o direito de defesa.

