Água mineral vendida no Rio tem lote interditado pela Anvisa

Consumidores que compraram água mineral da marca Vitoriosa devem verificar a numeração impressa na embalagem. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a interdição preventiva do lote 110426L5 da versão natural sem gás, após uma análise laboratorial apontar a presença de coliformes totais.

A determinação atinge somente o lote informado, produzido pela GEPF Agro Indústria Ltda., em Engenheiro Paulo de Frontin, no interior do estado do Rio. O produto tem validade até 11 de abril de 2027 e, segundo a fabricante, foi comercializado exclusivamente no território fluminense.

O resultado considerado insatisfatório foi identificado em uma amostra de 250 mililitros examinada pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels, o Lacen-RJ. A medida consta na Resolução nº 3.441, de 1º de setembro de 2026.

Enquanto as investigações estiverem em andamento, as unidades pertencentes ao lote não devem ser consumidas, vendidas ou distribuídas. A interdição tem caráter cautelar e permanecerá válida até que os testes sejam concluídos e a segurança do produto seja confirmada.

A presença de coliformes totais pode indicar problemas nas condições de higiene, fabricação ou armazenamento. O resultado, no entanto, não significa necessariamente contaminação fecal nem confirma, sozinho, a presença de bactérias causadoras de doenças. Novas análises são necessárias para determinar a origem da ocorrência.

Em nota, a fabricante contestou o resultado inicial. A empresa informou que uma contraprova realizada no próprio Lacen-RJ, em 27 de julho, não detectou coliformes totais. Também afirmou que os exames para E. coli, enterococos e Pseudomonas aeruginosa apresentaram resultados satisfatórios.

A GEPF declarou ainda que retirou o lote preventivamente do mercado e que uma terceira análise está prevista para o dia 8 de setembro. Até a conclusão do procedimento, prevalece a decisão da Anvisa de impedir o consumo e a comercialização das unidades afetadas.

Este não é o primeiro caso envolvendo água mineral acompanhado pela agência em 2026. Em junho, um lote da água Crystal sem gás foi recolhido após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa.

Na ocasião, a medida atingiu mais de 374 mil garrafas de 500 mililitros distribuídas no Distrito Federal, em Goiás, Tocantins e cidades do interior de São Paulo.

Compartilhar este artigo
Wallace Oliveira
3 min de leitura