Trump acusa governo brasileiro de falhar no combate ao PCC e CV e cobra medidas urgentes

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez duras críticas ao governo brasileiro pelo combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV). A manifestação consta na Determinação Presidencial sobre os principais países de trânsito ou produção de drogas ilícitas para o ano fiscal de 2027, encaminhada ao Congresso americano.

No documento, Trump afirma que o governo do Brasil “falhou em confrontar” as duas facções e sustenta que PCC e CV contribuíram para transformar o país em um importante centro das rotas internacionais de cocaína.

“Embora muitos governos no Hemisfério Ocidental estejam tomando medidas corajosas para reduzir o fluxo de drogas e erradicar cartéis, o Governo do Brasil falhou em confrontar” PCC e Comando Vermelho, afirma o documento, em tradução do trecho divulgado pelo governo americano.

Trump também classifica as duas organizações como uma ameaça crescente à paz e à segurança internacional e cobra uma reação mais dura das autoridades brasileiras. Segundo o texto, o país precisa adotar urgentemente medidas agressivas para enfrentar e derrotar as facções antes que elas ampliem ainda mais sua atuação.

A declaração faz parte da determinação anual enviada pela Presidência dos Estados Unidos ao Congresso sobre o cenário internacional do narcotráfico e as principais rotas de produção e circulação de drogas.

Apesar da crítica direta de Trump, há uma diferença importante na classificação oficial americana. O Brasil não aparece entre os países formalmente classificados pelos Estados Unidos como tendo “falhado de maneira demonstrável” no cumprimento de suas obrigações internacionais de combate às drogas. Essa classificação foi aplicada a Afeganistão, Bolívia, Mianmar e Colômbia.

No caso brasileiro, a crítica está concentrada especificamente na resposta do governo ao avanço do PCC e do Comando Vermelho e na participação do território brasileiro nas rotas internacionais da cocaína.

A manifestação de Washington aumenta a atenção internacional sobre a expansão de organizações criminosas brasileiras para outros países e sobre as redes transnacionais de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro ligadas às facções.

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Redação
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