Quaquá diz que foi deixado de fora de agenda do PT no Rio e reclama de falta de espaço na campanha de Lula

A relação entre Washington Quaquá e a direção nacional do PT voltou a apresentar sinais de desgaste no Rio de Janeiro. Prefeito de Maricá, vice-presidente nacional do partido e escolhido para coordenar a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva no estado, Quaquá afirmou que não foi convidado nem informado sobre uma plenária petista realizada no Rio.

O encontro ocorreu na última segunda-feira (14) e contou com a presença de Edinho Silva, presidente nacional do PT. Segundo Quaquá, a passagem do dirigente pelo estado aconteceu sem que ele fosse chamado para participar da programação.

Quaquá afirmou ainda que, embora tenha recebido a missão de coordenar a campanha presidencial no Rio, não estaria participando efetivamente das decisões. Em declaração divulgada pelo Tempo Real RJ, chegou a se definir como um “coordenador de fachada”, alegando que informações e discussões sobre a campanha não passam por ele.

Diego Quaquá, filho do prefeito, presidente estadual do PT e candidato a deputado federal, também afirmou que não recebeu convite para a plenária. Segundo ele, estava no Rio no dia do evento e teria comparecido caso tivesse sido comunicado.

As reclamações não se limitam à plenária. Washington Quaquá também vem criticando publicamente a condução da campanha de Lula. Nesta semana, questionou a estratégia de realizar um ato com artistas como Chico Buarque, Caetano Veloso e Maria Bethânia. Na avaliação do dirigente, a campanha deveria buscar maior aproximação com segmentos onde Lula enfrenta mais resistência, citando públicos ligados ao meio gospel e sertanejo.

As divergências ocorrem após meses de disputas internas no PT fluminense. Em julho, o diretório estadual havia aprovado por unanimidade Quaquá para coordenar a campanha de Lula no Rio. Posteriormente, novos atritos surgiram, entre eles a disputa pelo número eleitoral 1313, destinado a Diego Quaquá e contestado por outros nomes do partido.

Agora, as declarações públicas do prefeito de Maricá voltam a expor as dificuldades de articulação entre setores do PT do Rio e a direção nacional da campanha, a poucas semanas das eleições de outubro.

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Redação
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