Polícia fecha fábrica clandestina de linha chilena e prende cinco na Taquara

Operação encontrou máquinas, carretéis e produtos usados na fabricação do material; investigação ganhou força após morte de coronel do Exército em São Conrado

Uma operação da Polícia Civil terminou com cinco pessoas presas em flagrante e uma fábrica clandestina de linha chilena fechada na Taquara, na Zona Sudoeste do Rio. A ação foi realizada por agentes da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) na terça-feira (15).

O imóvel funcionava na Estrada do Cafundá e, segundo as investigações, possuía estrutura para produzir o material em grande quantidade. Durante as buscas, os policiais apreenderam máquinas, carretéis, linhas, produtos químicos e outros itens utilizados na fabricação. Parte do material será submetida à perícia.

As cinco pessoas encontradas no local foram encaminhadas para a DPMA e autuadas em flagrante. Segundo informações divulgadas sobre o caso, elas podem responder com base no artigo 56 da Lei de Crimes Ambientais, que trata da produção, comercialização, transporte ou armazenamento de produtos ou substâncias perigosas ou nocivas em desacordo com as exigências legais. A pena prevista pode chegar a quatro anos de prisão, além de multa.

Investigação avançou após morte de coronel

As diligências contra a fabricação e comercialização clandestina de linha chilena foram intensificadas após a morte do coronel do Exército Álvaro Roberto Cruz Ferreira, em 28 de agosto.

O militar sofreu um acidente durante um voo de parapente em São Conrado, na Zona Sul. Ele foi socorrido em estado grave, mas morreu. O Clube São Conrado de Voo Livre informou que o parapente teria sido atingido por uma linha cortante durante o voo.

A partir do caso, investigadores avançaram no levantamento de locais ligados à produção e distribuição desse tipo de material e chegaram ao endereço na Taquara.

Segundo dados divulgados pelo Disque Denúncia e reproduzidos pela imprensa, foram registradas 561 ocorrências relacionadas à linha chilena em 2024 e 1.203 em 2025. Em 2026, já são 639 registros.

A unidade localizada nesta semana é a segunda fábrica clandestina de linha chilena fechada pela Polícia Civil na região de Jacarepaguá em cerca de quatro meses. Outra estrutura havia sido desativada em maio e, segundo a investigação, abastecia outros estados.

A Polícia Civil continua as investigações para identificar compradores, outros envolvidos na produção e possíveis pontos de distribuição do material no Rio de Janeiro.

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Redação
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