Um homem identificado como Alan Sérgio é apontado como suspeito de envolvimento na morte do policial militar José Luiz Porto Júnior, de 42 anos, assassinado a tiros na manhã de domingo (13), em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio. A informação sobre a atribuição do crime a Alan ainda não foi localizada em comunicado oficial da Polícia Civil consultado pela reportagem.
José Luiz era cabo da Polícia Militar e lotado no 14º BPM (Bangu). O crime aconteceu na Rua Mucuripe. Segundo informações divulgadas após o homicídio, o policial estava acompanhado do genro e teria desembarcado do veículo para abordar homens que consumiam maconha. Pouco depois, foram ouvidos disparos. O militar foi encontrado morto no local.
Relatos de moradores divulgados após o assassinato apontam que o responsável pelo ataque teria conseguido tomar a arma do policial durante a abordagem e atirado contra ele. Há também informação de que a arma do PM teria sido levada após o crime. A dinâmica exata, no entanto, ainda é investigada pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).
Informações recebidas pela reportagem apontam Alan Sérgio como integrante do tráfico do Morro do 48, em Bangu, e ligado ao grupo criminoso que atua em Senador Camará. Essa ligação específica de Alan ainda precisa de confirmação oficial das autoridades.
O contexto do domínio criminoso na região, por outro lado, encontra respaldo em registros públicos. O Disque Denúncia aponta José Rodrigo Gonçalves Silva, conhecido como “Sabão”, como chefe do tráfico na Vila Aliança e Coreia, em Senador Camará, e integrante do Terceiro Comando Puro (TCP). Ele também é conhecido pelos apelidos de “El Chapo” e “31”.
Investigações anteriores já relacionaram a organização comandada por Sabão a outras comunidades da Zona Oeste. Em um caso envolvendo o ataque a um helicóptero da Core, investigadores apontaram o traficante como chefe do tráfico em Senador Camará, Rebu, Morro do 48 e Coreia.
Publicações especializadas em segurança pública também apontam que comunidades de Bangu e Senador Camará, entre elas Morro do 48, Santo André, Vila Aliança e Coreia, passaram a integrar uma mesma estrutura criminosa sob influência de Sabão.
No caso da morte de José Luiz, uma publicação especializada afirmou que traficantes ligados ao TCP são suspeitos de participação no assassinato. A reportagem relata ainda que a arma do policial teria sido roubada.
A DHC continua responsável pela investigação para esclarecer a dinâmica do assassinato e individualizar a responsabilidade de cada envolvido. Até a atualização desta matéria, não localizamos divulgação oficial da Polícia Civil confirmando a prisão de Alan Sérgio nem sua identificação formal como autor dos disparos.
Suspeito de matar PM em Senador Camará é apontado como integrante do tráfico do 48, em Bangu

