Moraes cobra abertura total do caso Master e acusa Mendonça de divulgação seletiva

O ministro Alexandre de Moraes pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que todo o material relacionado às investigações do Banco Master tenha o sigilo retirado, sem exceções. O pedido foi apresentado nesta sexta-feira (11) e aumenta a tensão dentro da Corte.

Moraes questionou a forma como o ministro André Mendonça, relator das investigações, tornou públicos documentos ligados ao caso. Segundo Moraes, houve uma seleção do material divulgado, enquanto outras peças permaneceram protegidas por sigilo.

De acordo com o documento encaminhado a Fachin, mesmo após a abertura de 15 procedimentos, aproximadamente 180 peças continuariam fora do material disponibilizado.

Moraes defende que todos os procedimentos ligados à investigação sejam abertos para evitar o que classificou como escolha seletiva e direcionamento subjetivo das informações divulgadas.

Além da questão do sigilo, o ministro pediu que dois procedimentos relacionados à crise sejam analisados conjuntamente pelo plenário do Supremo. Um deles envolve o relatório da Polícia Federal que trouxe referências a Moraes nas comunicações atribuídas a Daniel Vorcaro. O outro reúne questionamentos sobre a própria atuação de André Mendonça durante a condução das investigações.

Para Moraes, como os casos utilizam fatos e provas relacionados, julgá-los separadamente poderia provocar decisões conflitantes.

Mendonça havia retirado o sigilo do processo principal do Banco Master e de outros 14 procedimentos depois de um pedido de Fachin. O presidente do STF havia permitido a preservação de informações cuja divulgação pudesse prejudicar diligências ainda em andamento.

O novo pedido de Moraes coloca justamente o alcance dessa exceção no centro da disputa. O assunto deverá ganhar ainda mais peso na sessão extraordinária do plenário marcada para terça-feira (15).

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Giovanna Nascimento
2 min de leitura