assageiros que utilizam o Bilhete Único Intermunicipal estão enfrentando dificuldades para embarcar nos novos ônibus que começaram a circular em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. Os veículos do Sistema RIO foram colocados em operação equipados apenas com a bilhetagem municipal Jaé, sem os validadores do Riocard necessários para garantir a integração tarifária com os transportes estaduais.
A situação atinge sete linhas que atendem bairros e comunidades da região. São elas: 821 e 822, entre Campo Grande e Corcundinha; 869, Campo Grande–Santa Margarida; 893, Jardim Palmares–Campo Grande; 808, Sagrado Coração–Campo Grande; 841, Vilar Carioca–Campo Grande; e 833, Conjunto Manguariba–Campo Grande.
Campo Grande recebeu recentemente 54 novos ônibus, que fazem parte da renovação da frota promovida pela Prefeitura do Rio. Os veículos contam com ar-condicionado, tomadas USB, painéis eletrônicos e equipamentos de segurança. A novidade, porém, veio acompanhada do problema na bilhetagem para quem depende da integração intermunicipal.
O Riocard continua sendo o cartão utilizado pelos passageiros habilitados no Bilhete Único Intermunicipal. O benefício permite integrar ônibus municipais com transportes estaduais e também garante acesso à tarifa social de R$ 5 no metrô, nos trens e nas barcas para usuários que atendem aos critérios estabelecidos pelo Governo do Estado.
A Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana informou que mantém conversas com a Prefeitura do Rio para viabilizar a instalação dos equipamentos do Riocard nos novos coletivos. Já a empresa responsável pelo sistema Riocard afirmou que possui validadores disponíveis para pronta entrega aos operadores.
As empresas que assumiram as novas linhas alegam, por outro lado, que o custo de instalação desses equipamentos não estava previsto no edital da nova concessão.
Enquanto não há uma solução, quem utiliza o Bilhete Único Intermunicipal precisa ficar atento antes de embarcar nos novos veículos, já que a ausência do validador pode impedir o uso do benefício e afetar principalmente passageiros que fazem integração entre ônibus municipais, trens, metrô e outros meios de transporte estaduais.

