A tensão interna no Supremo Tribunal Federal ganhou mais um capítulo nesta quinta-feira (10). O presidente da Corte, ministro Edson Fachin, cancelou pelo segundo dia consecutivo uma sessão do plenário em meio ao confronto envolvendo decisões tomadas por ministros do tribunal.
A crise se intensificou nos últimos dias após decisões envolvendo Alexandre de Moraes, André Mendonça, Flávio Dino e a direção da Polícia Federal.
Fachin já havia suspendido decisões de Mendonça e Dino relacionadas ao comando da PF e também retirado Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news, investigação conduzida pelo ministro durante mais de sete anos.
O Supremo deverá voltar a discutir o assunto em sessão prevista para terça-feira (15). Entre os temas que devem chegar ao plenário está a situação de um relatório da Polícia Federal envolvendo Moraes e mensagens relacionadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O ambiente de tensão ficou ainda mais evidente nesta quinta. Moraes chegou a anunciar que faria um pronunciamento, mas a manifestação acabou sendo cancelada posteriormente.
A sequência de decisões e reações entre os próprios ministros transformou a crise em uma das maiores disputas internas recentes do STF.

