PF faz operação em Bangu, Campo Grande e Santa Cruz contra esquema de roubo de encomendas dos Correios

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (9), a Operação Fraus, contra um grupo suspeito de montar um esquema para retirar de forma fraudulenta encomendas de alto valor em unidades dos Correios no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Segundo as investigações, os criminosos monitoravam objetos postais considerados valiosos, produziam documentos falsos com os dados dos verdadeiros destinatários e enviavam integrantes do grupo às agências para retirar as encomendas como se fossem os próprios clientes.

Ao todo, a operação cumpre três mandados de prisão preventiva e oito de busca e apreensão. No Rio, as diligências acontecem em Bangu, Campo Grande e Santa Cruz, na Zona Oeste. Também há mandados sendo cumpridos em São Vicente, no litoral de São Paulo.

A investigação começou em março de 2024, depois que uma mulher foi presa em flagrante ao tentar retirar uma encomenda utilizando um documento falso em nome da destinatária verdadeira. A partir desse episódio, a Polícia Federal passou a investigar a estrutura responsável pelo esquema.

De acordo com a PF, o grupo funcionava de maneira organizada e com divisão de tarefas. Havia suspeitos responsáveis pela coordenação das ações, recrutamento das pessoas que faziam as retiradas, produção e fornecimento de documentos falsificados, transporte e posterior distribuição dos produtos obtidos ilegalmente.

As apurações apontam que a organização teria atuado em pelo menos 24 episódios, entre tentativas e retiradas efetivamente realizadas.

Durante as buscas, os agentes procuram celulares, computadores, documentos, mídias digitais, dinheiro e outros materiais que possam ajudar a identificar novos integrantes e esclarecer a dimensão do esquema. Todo o material apreendido deverá passar por perícia.

Os investigados poderão responder por crimes como furto qualificado mediante fraude e organização criminosa, além de outras infrações que eventualmente sejam identificadas no decorrer da investigação.

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Giovanna Nascimento
2 min de leitura