A Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro intensificou o controle sobre a propaganda política na corrida ao governo estadual, determinando a remoção de publicações e vídeos que alimentam o embate jurídico e político entre o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) e o candidato Douglas Ruas (PL). As decisões recentes do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) refletem o alto grau de polarização e o tom agressivo adotado pelas campanhas na tentativa de desgastar os adversários.
O Embate de Narrativas e as Decisões do TRE-RJ
O cenário eleitoral fluminense tem sido marcado por uma enxurrada de representações na Justiça Eleitoral. De um lado, as defesas ligadas a Eduardo Paes acionam os tribunais contra conteúdos que tentam associá-lo a investigações passadas ou a crises políticas. De outro, a coligação de Douglas Ruas tem obtido limirases para derrubar propagandas e postagens que buscam vincular o candidato e o Partido Liberal (PL) a organizações criminosas e facções, como o Comando Vermelho.
As decisões da Justiça Eleitoral têm buscado estabelecer limites entre a crítica política legítima e a propagação de conteúdos descontextualizados ou de desinformação. Magistrados têm apontado que diversas peças publicitárias e vídeos publicados por aliados e pelos próprios candidatos extrapolam o debate de propostas, direcionando-se para ataques diretos à honra e à imagem dos concorrentes diretos ao Palácio Guanabara.
Impacto na Campanha e o Rigor da Fiscalização
Com o avanço do calendário eleitoral, o volume de processos por propaganda antecipada negativa, uso inadequado de ferramentas de edição e inserções irregulares no horário eleitoral obrigatório cresceu expressivamente. Multas pecuniárias e ordens de exclusão em caráter de urgência tornaram-se rotina para tentar frear a circulação de material considerado ofensivo ou gerador de fake news nas redes sociais.
A atuação rigorosa do TRE-RJ sinaliza que a Justiça Eleitoral pretende adotar tolerância zero com estratégias de guerrilha digital que fujam da discussão programática, em um pleito que promete ser um dos mais disputados e polarizados da história recente do estado do Rio de Janeiro.

