O deputado federal e candidato ao Senado Carlos Jordy (PL-RJ) saiu em defesa de Rodrigo Bacellar (União Brasil), ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, ao comentar as acusações envolvendo o antigo chefe do Legislativo fluminense. Durante sabatina ao TMC News, Jordy afirmou não acreditar que Bacellar tenha ligação com o Comando Vermelho.
Apesar da defesa, Jordy fez questão de ressaltar que nunca foi aliado político do ex-presidente da Alerj e que sempre rejeitou uma eventual candidatura dele ao Governo do Estado. O parlamentar declarou que Bacellar teria cometido “muitos pecados”, mas disse ter certeza de que uma aliança com a facção criminosa não estaria entre eles.
Na avaliação do candidato ao Senado, a operação que levou Bacellar à prisão representaria uma tentativa de enfraquecer lideranças da direita no Rio. Jordy classificou o caso como uma “forçação de barra” e relacionou a investigação à ADPF das Favelas, ação julgada pelo Supremo Tribunal Federal que estabelece regras para operações policiais em comunidades do estado.
Bacellar está preso desde março e se tornou réu no STF após a Primeira Turma aceitar, por unanimidade, uma denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República. Ele é acusado de participar de uma articulação para obstruir a Operação Zargun, investigação que tinha como principal alvo o então deputado estadual TH Joias.
Segundo a acusação, informações sigilosas sobre a operação teriam sido repassadas antecipadamente a TH Joias, permitindo a retirada de possíveis provas antes da chegada dos agentes. A PGR sustenta que Bacellar teria recebido os dados e colaborado para atrapalhar a investigação relacionada a integrantes do Comando Vermelho.
Além de Bacellar e TH Joias, também viraram réus o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, Jéssica de Oliveira Santos e o ex-assessor Thárcio Nascimento Salgado. A abertura da ação penal significa que as acusações serão analisadas pelo STF, mas ainda não representa uma condenação definitiva dos envolvidos.
Carlos Jordy defende Bacellar e atribui prisão do ex-presidente da Alerj a “perseguição à direita”
