O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia indicar o governador interino do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A possibilidade é discutida no Palácio do Planalto, mas não houve anúncio oficial até o momento.
Couto aparece como alternativa a Jorge Messias, ministro-chefe da Advocacia-Geral da União. Indicado anteriormente por Lula, Messias teve o nome rejeitado pelo Senado em abril. O presidente chegou a declarar que pretendia reapresentar a indicação, mas integrantes do governo passaram a defender uma mudança diante da crise interna no Supremo.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, Ricardo Couto já era considerado para o cargo havia cerca de dois meses. Seu nome voltou a ganhar força por ser visto por interlocutores do governo como uma opção para reduzir as tensões entre integrantes da Corte.
Desembargador e presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Couto assumiu interinamente o governo estadual em março, após a renúncia de Cláudio Castro. Desde então, promoveu mudanças administrativas, revisou contratos e determinou exonerações na estrutura do Executivo fluminense.
Uma eventual indicação também teria consequência imediata no Rio. Caso seja escolhido por Lula, aprovado pelo Senado e empossado no Supremo, Ricardo Couto precisará deixar o comando interino do estado.
Aliados do presidente também discutem mudanças na direção da Polícia Federal. Uma ala do governo defende que a possível desistência do nome de Messias seja acompanhada da saída do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. Ele, no entanto, continua contando com a confiança de Lula, e nenhuma decisão foi anunciada.
A indicação de um ministro do STF é uma atribuição do presidente da República, mas o escolhido precisa passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e obter a aprovação da maioria absoluta do Senado.
Lula avalia indicar Ricardo Couto ao STF após rejeição de Jorge Messias pelo Senado
