A Polícia Penal do Rio intensificou as revistas no sistema penitenciário para interromper a comunicação entre lideranças do Terceiro Comando Puro (TCP) e criminosos que atuam fora das unidades. O balanço das ações realizadas nos presídios fluminenses já soma 567 celulares apreendidos.
Nesta quinta-feira (3), agentes realizaram uma nova fiscalização no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. Os presos foram retirados das celas e levados para o pátio enquanto as equipes procuravam aparelhos telefônicos, drogas, armas artesanais e outros materiais proibidos.
Somente nessa etapa da operação, foram encontrados 23 celulares e uma quantidade ainda não detalhada de entorpecentes. Os agentes revistaram as celas e inspecionaram espaços usados pelos detentos para esconder objetos ilícitos.
O principal objetivo da ação é atingir integrantes considerados estratégicos para o funcionamento do TCP. Segundo as autoridades, celulares mantidos clandestinamente nas cadeias podem ser usados para transmitir ordens, organizar atividades criminosas, movimentar dinheiro e manter contato com comparsas em liberdade.
A presença desses aparelhos dentro das unidades é considerada um dos principais desafios do sistema penitenciário. Em operações anteriores, policiais já encontraram telefones, chips e roteadores escondidos em buracos abertos no chão e nas paredes das celas.
A Polícia Penal informou que as fiscalizações continuarão sendo realizadas em diferentes presídios do estado. Todo o material apreendido deverá passar por análise e poderá ajudar na identificação de outros integrantes e colaboradores do crime organizado.

