“Madrinha da Cidade Alta”, apontada como braço direito de Peixão, é presa no Complexo de Israel

Luana Rosa de Araújo, de 32 anos, conhecida como “Madrinha da Cidade Alta”, foi presa nesta terça-feira (25) durante uma operação conjunta das polícias Civil e Militar no Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio.

De acordo com as investigações da 38ª DP (Brás de Pina), Luana ocupava uma posição de liderança no Terceiro Comando Puro (TCP) e responderia diretamente a Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, apontado como chefe do tráfico na região.

Cartaz do Disque Denuncia

Segundo o delegado Bruno Ciniello, havia quatro mandados de prisão contra ela: dois por homicídio e dois relacionados ao tráfico de drogas. Os assassinatos investigados teriam ocorrido na comunidade do Massapê, em Duque de Caxias, onde Luana também seria uma das responsáveis pela atuação da facção.

A polícia afirma que a suspeita participava da administração financeira do grupo criminoso e exercia influência sobre territórios controlados pelo TCP. Ela também é apontada como chefe do tráfico em Imbariê e no Massapê, além de atuar na Cidade Alta e em Parada de Lucas.

As investigações indicam ainda que Luana teria recebido de Peixão um fuzil cor-de-rosa, supostamente como símbolo da relação de confiança entre os dois. Ela também é investigada pela expulsão de moradores de apartamentos do programa Minha Casa, Minha Vida. Segundo a polícia, os imóveis teriam sido transformados em esconderijos e pontos de venda de drogas.

A suspeita também teria envolvimento em ataques contra ônibus na região de Duque de Caxias. Essas acusações ainda serão analisadas pela Justiça.

Madrinha da Cidade Alta foi presa e levada para Cidpol

A prisão aconteceu durante uma ofensiva para cumprir dezenas de mandados judiciais nas comunidades da Cidade Alta, Vigário Geral, Parada de Lucas, Cinco Bocas e Pica-Pau. Outras pessoas também foram capturadas, e a operação permanecia em andamento na manhã desta terça-feira.

A defesa de Luana Rosa de Araújo não havia sido localizada para comentar as acusações até a última atualização das reportagens. O espaço permanece aberto para manifestação.

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Redação
2 min de leitura