Cães da Core são treinados para encontrar corpos escondidos pelo crime no Rio

A Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), unidade de elite da Polícia Civil do Rio de Janeiro, está ampliando a atuação de seus cães farejadores com uma nova missão: localizar restos mortais escondidos em cemitérios clandestinos e áreas de difícil acesso.

Duas cadelas estão sendo preparadas especificamente para esse tipo de trabalho. O treinamento busca desenvolver a capacidade dos animais de identificar odores relacionados a restos humanos, inclusive em terrenos de mata, locais de difícil acesso e pontos onde criminosos possam ter enterrado ou escondido cadáveres.

A iniciativa pode reforçar investigações sobre desaparecimentos e homicídios, principalmente em regiões onde grupos criminosos utilizam áreas isoladas para ocultar corpos.

O emprego de cães nesse tipo de operação já apresentou resultados no Rio. Em julho de 2025, agentes da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), com apoio da Core e do Corpo de Bombeiros, encontraram restos humanos carbonizados em uma área apontada como cemitério clandestino na Chacrinha, em Jacarepaguá. Segundo as investigações, o espaço era utilizado por traficantes para ocultar cadáveres.

Mais recentemente, em julho de 2026, cães farejadores da Core também auxiliaram na localização de um ponto suspeito de funcionar como cemitério clandestino em Curicica, na Zona Sudoeste. Durante a operação, uma cabeça humana foi encontrada e encaminhada para perícia.

Faro a serviço das investigações

Os cães da Core são empregados em diferentes tipos de ocorrências e participam, segundo as informações da pauta, de cerca de 180 acionamentos por ano. Além das buscas por restos mortais, animais treinados podem auxiliar policiais na localização de drogas, armas, munições e outros materiais escondidos.

A capacidade olfativa é justamente uma das principais vantagens desse tipo de trabalho. Estudos sobre emprego operacional de cães destacam sua utilização na localização de pessoas e restos mortais, inclusive em grandes áreas de busca.

Com o treinamento das duas cadelas, a Polícia Civil pretende tornar mais especializada a atuação dos animais em buscas por vítimas enterradas clandestinamente, oferecendo às equipes de investigação mais uma ferramenta para localizar corpos e produzir provas em investigações criminais.

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Giovanna Nascimento
3 min de leitura