A mobilização envolve o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Núcleo de Gênero, o Rio Ônibus e órgãos ligados às políticas de proteção às mulheres. A parceria já vinha sendo estruturada nos últimos meses e prevê a capacitação de mais de 18 mil profissionais do sistema de ônibus da capital, entre motoristas, cobradores e outros trabalhadores.
Os ônibus que circulam pela cidade do Rio de Janeiro passam a integrar uma ampla rede de prevenção e enfrentamento à violência contra mulheres. A iniciativa faz parte do Pacto Ninguém Se Cala e pretende transformar o transporte coletivo também em um espaço de orientação, identificação de situações de risco e acolhimento às passageiras.
A mobilização envolve o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Núcleo de Gênero, o Rio Ônibus e órgãos ligados às políticas de proteção às mulheres. A parceria já vinha sendo estruturada nos últimos meses e prevê a capacitação de mais de 18 mil profissionais do sistema de ônibus da capital, entre motoristas, cobradores e outros trabalhadores.
Rodoviários serão capacitados
Uma das principais medidas é preparar os profissionais para reconhecer sinais de assédio, importunação sexual e outras formas de violência de gênero. A orientação inclui como acolher inicialmente uma passageira e encaminhá-la aos canais adequados de denúncia e proteção.
Os ônibus também deverão receber cartazes e materiais informativos em locais visíveis, com orientações às passageiras sobre como procurar ajuda. A campanha busca fazer com que a informação esteja disponível durante os deslocamentos diários de milhares de mulheres pela cidade.
Outro ponto discutido pelas instituições é a criação de um fluxo específico de atuação para casos de assédio registrados no transporte coletivo. A proposta envolve ainda indicadores para acompanhar os resultados das ações e campanhas permanentes de conscientização.
Transporte como parte da rede de proteção
O Pacto Ninguém Se Cala busca envolver instituições públicas e privadas na prevenção da violência contra mulheres e meninas. Entre as ações previstas estão capacitação de equipes, divulgação de canais de denúncia, protocolos de atendimento e medidas para garantir acolhimento às vítimas.
A adesão do Rio Ônibus ao pacto foi formalizada em março. A partir da parceria, o objetivo é ampliar a responsabilidade dos profissionais do transporte diante de episódios de violência e evitar que situações de assédio sejam tratadas apenas como um problema da própria vítima.
Com a implementação das medidas, os ônibus da capital passam a fazer parte de uma estratégia que pretende aumentar a segurança das passageiras e fortalecer a prevenção e o combate à violência de gênero no transporte público.

