A corrida eleitoral de 2026 já movimenta intensamente os corredores do Palácio Pedro Ernesto. Pelo menos 28 dos 51 vereadores da Câmara Municipal do Rio pretendem disputar cargos nas eleições de outubro, buscando vagas na Câmara dos Deputados, na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), no Senado e até mesmo no Governo do Estado.
Entre os nomes que se articulam para chegar a Brasília, um dos que mais chamam a atenção é o do vereador Felipe Boró (PSD). Representante da Zona Oeste e aliado do prefeito Eduardo Paes, Boró é apontado nos bastidores políticos como uma das principais apostas do grupo governista para ampliar a bancada do partido na Câmara dos Deputados.
Com forte atuação em bairros da Zona Oeste, especialmente em regiões como Bangu, Realengo, Padre Miguel e adjacências, Felipe Boró surge como o único vereador da região citado entre os pré-candidatos à Câmara Federal. A estratégia do PSD é fortalecer sua presença em áreas de grande densidade eleitoral da capital, tendo Boró como um dos nomes capazes de transformar sua base local em votos para Brasília.
Além de Felipe Boró, também aparecem na lista de possíveis candidatos a deputado federal pelo PSD os vereadores Marcelo Diniz, Marcio Ribeiro, Rafael Aloisio Freitas e Salvino Oliveira. O partido do prefeito Eduardo Paes lidera o número de pré-candidaturas para a disputa federal.
Ao todo, 13 vereadores pretendem disputar uma cadeira em Brasília, atraídos pela maior projeção política e pela possibilidade de atuar diretamente na destinação de recursos federais para seus redutos eleitorais.
A movimentação eleitoral também alcança a disputa por vagas na Assembleia Legislativa. Oito vereadores já se posicionam como pré-candidatos à Alerj, enquanto outros parlamentares avaliam entrar na corrida pelo Senado Federal. Há ainda quem mire voos mais altos, como a candidatura ao Palácio Guanabara.
Caso parte dessas candidaturas seja confirmada nas convenções partidárias e obtenha sucesso nas urnas, a Câmara Municipal do Rio poderá passar por uma das maiores renovações de sua história recente, abrindo espaço para suplentes e alterando significativamente a composição política da Casa a partir de 2027.
Enquanto o calendário eleitoral avança, os vereadores tentam equilibrar as atividades legislativas com a construção de suas pré-campanhas, em um cenário que já transforma a Câmara do Rio em uma das principais vitrines políticas das eleições de 2026.

