Sistema será integrado aos validadores do Jaé; dinheiro em espécie já caiu de 9% para 5% após anúncio do fim do pagamento nos coletivos

A Prefeitura do Rio iniciou os testes para pagamento de passagens de ônibus via Pix e cartões de crédito e débito diretamente nos validadores do sistema Jaé. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (25), durante coletiva no Centro de Operações Rio (COR), na região central do Rio. O município também apresentou os primeiros balanços do início da retirada gradual do dinheiro em espécie nos coletivos.
Segundo a prefeitura, o pagamento via Pix começa a ser testado a partir desta terça-feira (26) em parte da frota. Já a função de aproximação com cartões de débito e crédito deve ser liberada para todos os ônibus até o fim de junho.
“A opção de pagamento com cartão de crédito e débito direto no validador é normal, como se usa no metrô ou qualquer cartão de aproximação”, afirmou o secretário municipal de Transportes, Jorge Arraes.
A prefeitura informou ainda que o percentual de pagamentos em dinheiro caiu de 9% para 5% após o anúncio do fim gradual da circulação de dinheiro dentro dos ônibus municipais. Segundo o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, 95% das viagens já são feitas por meio do cartão Jaé ou aplicativo.
“A nossa expectativa é que a gente avance esse percentual ao longo da semana até chegar o mais próximo possível de 100% na próxima segunda-feira. Agora, é óbvio que ainda vai ter uma parcela residual que vai deixar para fazer isso no dia. A gente também está orientando tanto os motoristas quanto os consórcios para fazer essa orientação”, disse o gestor.
Primeira linha experimental
Segundo dados apresentados, o número de novos cadastros no sistema Jaé teve aumento de 300%, com pico de 12 mil registros em um único dia e média diária de 7 mil novos usuários ao longo da última semana.
A prefeitura também apresentou os resultados da primeira linha experimental operando sem circulação de dinheiro dentro dos coletivos, a 634 (Bananal x Saens Peña). Segundo Cavaliere, o modelo registrou redução média de até 20% no tempo de viagem, sem queda no número de passageiros transportados.
“Tudo isso feito somente com cartão e aplicativo. A partir de quarta-feira passada, tudo fluiu com absoluta normalidade, ou seja, mantendo o número de passageiros, garantindo acesso, garantindo inclusão”, afirmou.
De acordo com o município, a retirada do dinheiro dos ônibus busca reduzir fraudes tarifárias, acelerar o embarque e aumentar a segurança dentro dos coletivos. A prefeitura também argumenta que a medida elimina a chamada “dupla função” dos motoristas, que deixam de atuar como cobradores.
“Uma viagem com mais segurança, porque o motorista só dirige. O motorista está dedicado cem por cento à segurança do passageiro, ao percurso, ao trajeto”, declarou Cavaliere.
