Familiares do policial penal Leonardo Figueiredo Silva, de 39 anos, morto a tiros no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio, estão revoltados com a forma como o caso vem sendo conduzido. A família questiona principalmente o tratamento dado ao policial militar apontado como autor dos disparos e afirma que a versão apresentada pela esposa da vítima, testemunha do episódio, precisa ser considerada com atenção durante as investigações.
O policial militar envolvido no caso é o 3º sargento Diego Platini Roberto das Neves, ligado ao 12º BPM (Niterói). Após prestar depoimento, ele alegou ter agido em legítima defesa e deixou a delegacia em liberdade.
A versão, no entanto, é contestada pela família de Leonardo.
Segundo relato da esposa do policial penal, que presenciou o episódio, Leonardo não teria sacado sua arma antes de ser atingido pelos disparos. Para os familiares, esse depoimento é um dos pontos fundamentais para esclarecer a dinâmica do caso e determinar exatamente o que aconteceu momentos antes da morte.
Família questiona tratamento dado ao PM
Vídeos obtidos com exclusividade pelo portal e relatos de familiares também levantam questionamentos sobre os procedimentos adotados após a ocorrência.
De acordo com a família, Diego Platini não teria sido algemado e, já na delegacia, teria permanecido circulando sem algemas e chegou a beber água enquanto aguardava os procedimentos relacionados à ocorrência.
A família afirma não compreender por que o policial militar recebeu esse tratamento diante da gravidade da ocorrência e cobra esclarecimentos das autoridades responsáveis.
O fato de Diego ter deixado a delegacia em liberdade após alegar legítima defesa também aumentou a indignação dos parentes de Leonardo. A liberação, contudo, não representa uma conclusão sobre a responsabilidade criminal pelo episódio, que ainda deverá ser esclarecida pela investigação.
Em nota, a Polícia Penal lamentou a morte de Leonardo Figueiredo Silva, manifestou solidariedade aos familiares e informou que prestará a assistência necessária à família do servidor.
A Polícia Militar corrigiu a informação sobre a situação funcional do policial envolvido na morte de um policial penal durante uma troca de tiros em um quiosque no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio. O 3º sargento já integrou o efetivo do 12º BPM, em Niterói, mas está reformado desde 2024 e não atua mais na unidade.
A informação foi confirmada ao Enfoco pelo comandante do 12º BPM, tenente-coronel Julio Cesar. Segundo ele, o policial também passou por outros batalhões durante a carreira antes de entrar para a reserva remunerada. O caso aconteceu por volta de 0h30 desta segunda-feira (17), no Mirroah Deck Bar, localizado na Avenida Lúcio Costa. O policial penal Leonardo Figueiredo Silva morreu após ser atingido por disparos durante um confronto com o policial militar.
Segundo o boletim de ocorrência, o sargento afirmou que teve um desentendimento com Leonardo e que teria sido alvo de disparos feitos pelo policial penal. O militar declarou que reagiu e atingiu a vítima. A ocorrência foi inicialmente registrada como homicídio doloso. A Polícia Civil investiga a dinâmica do confronto e também apura a possibilidade de legítima defesa.

