A segurança pública foi um dos temas mais fortes do debate entre os candidatos ao Governo do Rio, realizado na noite de terça-feira (29). O assunto reuniu propostas de ocupação territorial, críticas ao avanço das facções e acusações sobre a relação entre crime organizado e política.
André Marinho questionou Anthony Garotinho sobre como o Estado poderia recuperar áreas atualmente dominadas por grupos criminosos. Garotinho defendeu a criação de um “Bope 2.0”, que, segundo ele, teria perfil de ocupação permanente e não apenas de confronto.
Ao explicar a proposta, Garotinho afirmou que a retomada de territórios deveria começar com inteligência da Polícia Civil, seguida pela ocupação policial e pela entrada de programas sociais. Ele também declarou que o Rio vive uma disputa de territórios entre o Comando Vermelho e grupos de milícia.
Marinho, por sua vez, defendeu que o governador tenha participação direta no comando das ações de segurança e falou em maior integração das polícias.
O debate esquentou ainda mais quando Garotinho passou a criticar Douglas Ruas. O ex-governador questionou a atuação do adversário durante sua carreira policial e perguntou qual criminoso relevante ele teria prendido.
Na sequência, William Siri relacionou a expansão do crime organizado ao ambiente político do estado. O candidato afirmou que grupos criminosos teriam avançado sobre estruturas políticas da Alerj e do Palácio Guanabara. Garotinho concordou com a crítica e disse que a corrupção dentro do Estado ajudou a enfraquecer as forças de segurança.
O tema mostrou uma das principais diferenças de abordagem entre os candidatos: enquanto alguns defenderam operações permanentes e retomada territorial, outros concentraram as críticas na corrupção institucional e na necessidade de integração das forças policiais.
