Rio de Janeiro (RJ) — O corpo de uma mulher foi encontrado na tarde de terça-feira (21) na Praia de Botafogo, na zona sul carioca. As características físicas e tatuagens levantam a suspeita de que a vítima seja a advogada Tamyris Teixeira Santos, de 36 anos, desaparecida desde a tarde do último sábado na Praia do Leblon, em um caso que vem intrigando familiares, autoridades e a população do Rio de Janeiro.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o chamado para procurar Tamyris foi recebido às 7h15 da manhã de terça-feira, após relatos de que a advogada havia sumido depois de entrar no mar no Posto 12, conhecido ponto de lazer na orla do Leblon, região nobre da zona sul da cidade. Por volta das 14h15 daquele mesmo dia, banhistas e funcionários do comércio local notaram um corpo boiando nas proximidades da orla de Botafogo. O corpo foi resgatado e encaminhado imediatamente ao Instituto Médico-Legal (IML) para a identificação formal, que estava prevista para ocorrer na manhã desta quarta-feira (22).
O sumiço de Tamyris impactou não só familiares, mas também a classe jurídica e os frequentadores das praias cariocas, trazendo destaque a debates sobre segurança, monitoramento e o comportamento do mar nas praias do Rio de Janeiro. O caso reacende preocupações recorrentes em uma cidade que, apesar de belos cenários naturais, também convive com episódios de desaparecimentos, exigindo respostas rápidas das autoridades.
O que se sabe sobre o desaparecimento da advogada no Rio de Janeiro?
Segundo familiares e testemunhas, Tamyris Teixeira Santos passava o sábado (18) aproveitando a tarde com amigos em um quiosque na altura do Posto 12, no Leblon. Por volta das 17h, ela teria comunicado ao grupo a intenção de dar um mergulho. Após a entrada da advogada no mar, não foi mais vista por nenhum conhecido ou frequentador do local. No entanto, de acordo com relatos, os amigos deixaram o quiosque antes de ela retornar, acreditando que Tamyris voltaria logo ou já teria saído.
A ausência dela apenas foi percebida de fato no domingo (19), quando funcionários do quiosque, ao notarem os pertences de Tamyris ainda no estabelecimento, decidiram entrar em contato com a família. O material deixado no local incluía bolsa, celular e documentos pessoais, circunstância que aumentou a preocupação sobre o paradeiro da advogada.
O registro do desaparecimento foi formalizado ainda no domingo na 23ª DP (Leblon). A Polícia Civil do Rio de Janeiro imediatamente iniciou diligências para reunir imagens de câmeras de segurança da orla, colher depoimentos de testemunhas e monitorar hospitais e demais delegacias da capital para qualquer ocorrência relacionada à identidade de Tamyris.
Como as autoridades do Rio de Janeiro estão investigando o caso?
Enquanto o Corpo de Bombeiros concentrou as buscas nas águas do Leblon e do entorno, a Polícia Civil também investiga o caso sob múltiplas perspectivas. Até o momento, conforme nota oficial, nenhuma hipótese foi descartada: desde afogamento acidental, passando por crime doloso, até possibilidades de suicídio. O aparecimento do corpo na Praia de Botafogo, cerca de 7 km distante do ponto inicial do desaparecimento, levanta dúvidas sobre as condições do mar e possíveis eventos posteriores ao sumiço da jovem advogada.
Responsáveis pela investigação informaram ao DE que as condições do mar no sábado eram consideradas boas, sem registros oficiais de correntezas perigosas ou necessidade de resgate no horário indicado pelas testemunhas. Ainda assim, os investigadores buscam por vestígios e relatos de banhistas, além de solicitar laudos periciais para identificar se há indícios de lesões ou violência no corpo, a fim de descartar ou confirmar uma hipótese criminal.
Familiares e amigos de Tamyris, abalados pelo ocorrido, têm cobrado respostas rápidas das autoridades. Nos últimos anos, casos semelhantes de desaparecimento em praias cariocas costumam mobilizar a atenção pública. Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, a área do Leblon, apesar de bastante frequentada, já registrou incidentes envolvendo banhistas desaparecidos, mas raramente com pessoas conhecidas da sociedade fluminense.
Por que o desaparecimento chocou moradores do Rio de Janeiro?
A notícia do desaparecimento da advogada Tamyris Teixeira Santos ganhou amplitude nas redes sociais e veículos de comunicação do estado devido à natureza inesperada do caso e ao perfil da vítima. Aos 36 anos, Tamyris era conhecida nos círculos jurídicos e em projetos voluntários ligados à defesa dos direitos das mulheres. Sua ausência abrupta numa praia considerada segura reforçou o clima de comoção — e de insegurança — entre os cariocas.
O episódio gerou debates acalorados nas rodas de conversas e grupos de aplicativos sobre a segurança nas praias do Rio. Apesar de o mar do Leblon ser, em geral, mais calmo em relação a outros pontos da orla, acidentes podem acontecer e, segundo o Corpo de Bombeiros, a imprevisibilidade do oceano exige sempre vigilância redobrada. Especialistas apontam ainda que, embora o desaparecimento de adultos não seja comum, a capital já teve casos recentes que colocaram em xeque protocolos de busca e salvamento em áreas urbanas.
Moradores do Leblon, de Botafogo e frequentadores habituais das praias demonstraram surpresa ao saberem da distância entre o ponto do desaparecimento e o local onde o corpo foi encontrado. A possibilidade de o corpo ter sido levado naturalmente pelas correntes marinhas está entre as linhas de investigação consideradas pelos peritos.

