A eventual anulação dos votos destinados a Anthony Garotinho (Republicanos) mudaria de forma significativa o cálculo dos votos válidos na disputa pelo Governo do Rio de Janeiro. Em uma simulação feita a partir dos números da pesquisa Quaest, Eduardo Paes (PSD) alcançaria 54,83% dos votos válidos, percentual suficiente para uma vitória no primeiro turno.
Douglas Ruas (PL) apareceria na segunda colocação, com 40,32% dos votos válidos. Os demais candidatos ficariam com percentuais bem menores.
O cálculo considera uma hipótese específica: os votos destinados a Garotinho sendo posteriormente considerados nulos e, portanto, retirados da base usada para calcular os votos válidos. Não se trata de transferência automática desses votos para outros candidatos. Com uma base menor, aumenta proporcionalmente a participação dos demais concorrentes.
Pelas regras eleitorais, para vencer uma eleição majoritária no primeiro turno, o candidato precisa obter mais da metade dos votos válidos, excluídos os votos brancos e nulos. Nesse cenário hipotético, Paes ultrapassaria essa marca.
A situação de Garotinho passou a ter impacto direto nas projeções eleitorais diante da disputa judicial envolvendo sua candidatura. Por isso, pesquisas que ainda contabilizam seu nome podem produzir cenários diferentes dependendo do tratamento dado aos votos do candidato.
Levantamentos anteriores já mostravam Paes próximo da maioria absoluta dos votos válidos. Em estudo divulgado pela Agenda do Poder na última sexta-feira (25), por exemplo, a coordenação da campanha de Paes projetava 54,3% dos válidos em outra simulação que considerava a anulação dos votos de Garotinho.
Os números, porém, devem ser interpretados como uma simulação baseada na pesquisa, e não como uma previsão do resultado das urnas. O resultado efetivo dependerá dos votos depositados no dia da eleição e das decisões definitivas da Justiça Eleitoral sobre as candidaturas.
Com votos de Garotinho anulados, Paes chegaria a 54,83% dos válidos e venceria no primeiro turno

