A disputa pela transparência financeira entre os candidatos à Presidência ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (21). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concordou com as condições apresentadas por Flávio Bolsonaro (PL) para a abertura de sigilos bancários, fiscais e telefônicos, ampliando a pressão para que o adversário também divulgue suas informações.
Entre as exigências de Flávio estão a abertura dos sigilos de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, e a divulgação de informações sobre gastos do cartão corporativo da Presidência, empresas ligadas à família do presidente e agendas oficiais.
Segundo a campanha petista, Lula não vê impedimentos para atender às solicitações, desde que Flávio também cumpra o compromisso de disponibilizar seus dados. A equipe do presidente informou ainda que Marcola concordou com a abertura de seus sigilos.
O senador, por sua vez, apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma manifestação afirmando que aceita divulgar informações financeiras e telefônicas dos últimos 20 anos, incluindo dados de familiares e empresas, mas condicionou a medida ao atendimento de suas exigências.
O confronto ocorre na reta final do segundo turno, marcado para domingo (25). Apesar das manifestações públicas dos dois candidatos, a divulgação efetiva dos documentos ainda depende do cumprimento das condições apresentadas e dos procedimentos legais necessários.
Lula aceita exigências de Flávio Bolsonaro e aumenta pressão pela quebra de sigilos

