Mulheres vítimas de violência terão prioridade em vagas em creches, decide a Câmara de Vereadores

Bastidores do Rio
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A Câmara Municipal do Rio aprovou, nesta quinta-feira, um projeto de lei que estabelece prioridade na matrícula e na transferência de alunos na rede pública para mulheres vítimas de violência doméstica e seus dependentes. A medida busca garantir que crianças e adolescentes não tenham a rotina escolar interrompida quando a mãe precisa sair de casa de forma repentina para se proteger.

Pela proposta, o benefício será aplicado principalmente em situações de mudança urgente de endereço, desde que haja comprovação por meio de registro de ocorrência ou processo judicial relacionado à violência doméstica, conforme previsto na Lei Maria da Penha.

O texto ainda precisa ser analisado pelo prefeito Eduardo Cavaliere, que pode sancionar ou vetar a medida.

Dados chamam atençãoSegundo o Censo 2022, as mulheres representam 53% da população do município. Já o Mapa da Mulher Carioca, divulgado recentemente pela prefeitura, aponta que cerca de 9 mil atendimentos ligados à violência contra a mulher foram realizados apenas em 2025.

O projeto é de autoria do vereador Salvino Oliveira, com participação da Comissão de Mulheres da Câmara. Para o parlamentar, a iniciativa busca dar suporte em um momento delicado: “Quando a mulher decide sair de casa para se proteger, ela enfrenta uma ruptura muito grande. Garantir a vaga na escola ou creche é uma forma de oferecer apoio real para que ela e os filhos consigam recomeçar”, destacou.

De acordo com a justificativa, a proposta pretende reduzir os impactos da violência no dia a dia das famílias, assegurando continuidade na educação e mais estabilidade em um período de vulnerabilidade.

A medida é vista como mais um passo para fortalecer a rede de proteção às mulheres na cidade.

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